O que é uma conversão offline
Conversão offline é o termo da própria indústria, e é o que você vai encontrar na documentação das plataformas: Meta, Google e LinkedIn usam todos ele para uma conversão que acontece fora do seu site — uma ligação que fechou, um contrato assinado em uma loja, um negócio marcado como ganho em um CRM. A plataforma não consegue vê-la, porque ela nunca passou por uma página web que ela controle. Então alguém precisa avisar, e esse alguém é o seu CRM.
É exatamente o que CRM > Configurações > Conversões faz: quando um negócio muda de etapa ou é ganho, o MB Suite devolve esse marco para a plataforma que trouxe o lead, com identificadores criptografados, para que ela consiga reconhecer a pessoa e creditar a venda.
Para que devolvê-las?
Uma campanha otimiza para aquilo que você diz que é um bom resultado. Se a única coisa que a plataforma chega a saber é alguém preencheu o formulário, é exatamente isso que ela vai te trazer mais: formulários. Baratos, muitos, e vários deles sem valor.
Seu CRM sabe o resto da história: qual desses leads atendeu o telefone, qual qualificou, qual pagou e quanto. As conversões offline devolvem isso. Daí em diante o algoritmo tem um objetivo muito melhor para mirar, e seu orçamento passa a perseguir receita em vez de volume.
É a imagem espelhada da Atribuição: a atribuição é o que entra (qual campanha trouxe este lead), as conversões são o que sai (quanto esse lead acabou valendo). Por isso a aba Conversões fica bem ao lado de Fontes de leads na configuração do CRM.
As quatro plataformas, e em que ponto está cada uma
- Meta — disponível. A Conversions API dela recebe seus eventos com o conjunto mais amplo de identificadores, um nome de evento aberto e uma pontuação de qualidade de correspondência que você pode acompanhar. Guia completo: Ative as conversões offline da Meta passo a passo.
- Google Ads — disponível. A Data Manager API dele importa seus negócios para as ações de conversão da sua conta de anúncios —você escolhe uma ou a cria sem sair do MB Suite—, aceita eventos de até noventa dias e depois confirma cada envio, um por um. Guia completo: Ative as conversões offline do Google Ads passo a passo.
- TikTok — disponível. O Events API dele trabalha com os eventos padrão dele e uma janela mais ampla para ciclos de venda mais lentos. Guia completo: Ative as conversões offline do TikTok passo a passo.
- LinkedIn — disponível. A Conversions API dele trabalha com as regras de conversão da sua conta de anúncios —você escolhe uma ou a cria sem sair do MB Suite— e aceita eventos de até noventa dias. Guia completo: Ative as conversões offline do LinkedIn passo a passo.
Cada plataforma é configurada separadamente: a verificação, as regras, o interruptor e o histórico são próprios, então você pode ter a Meta ao vivo enquanto ainda testa o TikTok. Abra a que quiser com Configurar no card dela.
Como funciona, em geral
- Uma verificação guiada. Cada plataforma abre com Status e um botão Verificar conexão que roda as verificações em ordem —conexão, permissões, pixel ou conta, termos onde se aplicam— e termina com um Evento de teste: na Meta e no TikTok você o vê chegar do lado da plataforma, e no Google Ads ele valida o formato e o acesso sem criar nenhuma conversão. O LinkedIn é a exceção: não tem modo de teste, então a última etapa dele é uma Validação que verifica a regra de conversão sem enviar nada. Cada etapa que falha diz o próprio conserto.
- Regras de mapeamento. Uma regra se lê como uma frase: quando isto acontecer, envie este evento com este valor. O disparador é É ganho, É perdido ou Entra em uma etapa; o alcance é um pipeline ou Todos os pipelines; o valor é o Valor do negócio, um Valor fixo ou Sem valor. Sem regras nada é enviado, e a que vem por padrão —É ganho →
Purchasecom o Valor do negócio— é a que quase todas as equipes precisam no primeiro dia. - O nome do evento depende da plataforma. Na Meta o campo é aberto, com os eventos padrão dela sugeridos mais os nossos personalizados; no TikTok é um seletor fechado sobre os eventos padrão que o TikTok aceita; no Google Ads o evento é uma ação de conversão da sua conta de anúncios, e no LinkedIn uma regra de conversão — nos dois você a escolhe de uma lista fechada ou a cria ali mesmo. O artigo de cada plataforma detalha a lista dela.
- Uma janela de tolerância. O envio entra na fila em vez de sair na hora, então um negócio arrastado para Ganho por engano e devolvido se cancela sozinho. Você encontra a Janela de tolerância em Saúde, dentro de Parâmetros avançados; vem com dez minutos e há Imediato se você preferir que não haja atraso.
- Identificadores, criptografados onde a plataforma aceita criptografia. Na Meta e no TikTok, email, telefone e nome viajam criptografados com SHA-256, e no Google Ads também o email e o telefone, junto com os identificadores publicitários com os quais o lead já tinha chegado — click IDs e cookies do pixel. A exceção é o LinkedIn: a API dele exige nome, sobrenome e empresa sem criptografia — o artigo dele detalha. O registro guarda apenas os nomes dos identificadores usados — isso é a coluna Correspondência.
- Um histórico auditável. Saúde mantém os contadores de trinta dias —Tentativas (30 d), Recebidos, Falharam e Não enviados; no Google Ads, Confirmados e Rejeitados ocupam o lugar de Recebidos, porque lá o Google reporta o que fez com cada envio— e o Histórico abaixo tem o detalhe linha a linha de cada envio, com o status e os identificadores que levou.
O que você precisa antes de começar
- A plataforma conectada em Configurações > Integrações, com a conta de anúncios e o pixel dela. A verificação revisa isso para você, plataforma por plataforma.
- Leads que entrem com sua origem: suas fontes mapeadas (Fontes de leads) e, se você capta do seu site, o pixel instalado (MB Suite Pixel). Quanto mais identificadores um lead trouxer, mais conversões suas a plataforma vai conseguir reconhecer.
- Negócios com valor preenchido, se você for enviar
Purchase: um evento que exige valor e não tem não é enviado. - O papel de owner ou admin: só eles configuram e ativam o envio. O resto da equipe vê tudo, em modo somente leitura.
Começar do zero: redefinir a configuração
Uma configuração pode acabar embaralhada — regras que sobraram de um teste, um pixel que não era o certo, uma verificação de uma conta que você não usa mais. Dentro do detalhe de cada plataforma, no canto superior direito, o menu Mais ações (⋯) —que só owner e admin veem— tem Redefinir configuração…, e ele afeta apenas aquela plataforma. O modal diz o que apaga antes de você confirmar: o envio fica desligado, as regras de mapeamento vão embora, e o destino selecionado daquela plataforma junto com a verificação e o teste. O que não muda: a conexão da integração, gerenciada em Configurações > Integrações, e o Histórico de conversões já enviadas — isso é um registro, não configuração. Confirme com Redefinir e aquela plataforma volta ao primeiro dia.
Quais dados viajam, e a sua responsabilidade
O MB Suite envia a cada plataforma apenas o necessário para reconhecer a pessoa por trás do negócio, e apenas o que a API daquela plataforma aceita. Na Meta, no TikTok e no Google Ads, os campos pessoais viajam criptografados com SHA-256, uma transformação de mão única —email, telefone e nome nas duas primeiras; email e telefone no Google Ads, que não recebe nomes—; no LinkedIn, a API dele exige nome, sobrenome e empresa sem criptografia (o email viaja criptografado). Os identificadores publicitários com os quais o lead já tinha chegado, como um click ID ou o cookie do pixel, sozinhos não dizem quem é a pessoa — mas a plataforma que os emitiu consegue ligá-la, então trate-os como dado dela. O artigo de cada plataforma lista exatamente quais campos ela recebe. E lembre que o envio é só de ida: depois que um evento saiu, o MB Suite não consegue retirá-lo da plataforma.
Ainda tem dúvidas?
Pergunte à MIA, o assistente de IA do MB Suite: abra-o com o botão MB AI (⌘J) na barra superior. A MIA conhece a seção em que você está, então você pode consultá-la sobre o que vê na tela e também tirar dúvidas de como usar o MB Suite.